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EPIS na pandemia: o que muda?
EPIS na pandemia: o que muda?

Os equipamentos de proteção individual EPI, são ferramentas de uso individual que todos empregados devem utilizar no local de trabalho. Seu intuito é preservar pela saúde e segurança de quem utiliza. Durante este novo cenário que vivemos, os EPIs na pandemia sofreram algumas mudanças que devem ser seguidas.


Segundo a Norma Regulamentadora 6 encarregada dos equipamentos de proteção,  entende-se que todo Equipamento Conjugado de Proteção Individual, visto aquele composto por vários dispositivos que o fabricante tenha associado, contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

Equipamentos de proteção coletiva

Além dos EPIs, também devemos explicar sobre os EPC. Estes são utilizados com intuito de proteção coletiva como o próprio nome já diz, são equipamentos para uso de defesa contra riscos menores. Os EPIS na pandemia se tornaram objeto de obrigatoriedade, uma vez que antes era utilizado para riscos individuais, hoje se tornou algo maior e englobando a segurança também dos indivíduos ao redor.

Segundo a NR6 os equipamentos devem ser oferecidos gratuitos pela empresa, assim que as medidas de proteção coletiva não oferece completa assistência contra os riscos de doenças profissionais e acidentes de trabalho. Lembrando que os tipos de EPIS são diferentes, dependendo do tipo de trabalho exercido. Outra obrigação do empregador é entregar o material que esteja de acordo com a normas do CA certificado de aprovação, que é expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, seguindo as regras de validade, instrução e capacitação para uso dos materiais.

O que cabe ao empregador e empregado quanto a entrega e uso do EPI

É necessário que tenha um trabalho conjunto quando se fala sobre equipamento de proteção, ainda mais vivendo em uma pandemia. O  empregador tem responsabilidade  de oferecer um material que esteja de acordo com o certificado de aprovação; exija seu uso; ofereça treinamento adequado quanto ao uso, manutenção e proteção; troca de equipamento danificado ou fora das normas; comunicar o MTE sobre alguma irregularidade; e o registro do equipamento ao trabalhador.

Vale ressaltar também as obrigações do empregado, uma vez que deve ser usado somente em situações que se destina; responsável pela proteção e manuseio; informar sobre alguma irregularidade e seguir as ordens de uso.

Quais são as principais alterações em relação ao uso de EPI?

Uma das principais mudanças foram os aumentos nos números de denúncia, referentes a empresas que não seguem as normas de proteção, sendo diretamente aos equipamentos, ou sobre correta utilização. O Ministério Público de Trabalho junto com a OMS  pautou medidas de proteção obrigatórias em estabelecimentos e durante o trabalho sendo necessário a apresentação.

Quais são os materiais obrigatórios para os colabores que trabalham na área da saúde e outras áreas?

Segundo a cartilha criada pela UFOB  elaborada por membros do Grupo de Trabalho para Gerenciamento da COVID-19 , para auxiliar os profissionais de saúde na adoção de medidas de prevenção e controle da contaminação pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) os principais equipamentos obrigatórios  são: Máscara PFF2 (N95) (profissional) Máscara cirúrgica (paciente durante o transporte)não esquecendo clara da higienização das mãos. Estes equipamentos são obrigatórios para empregados da área de saúde.

Porém alguns cuidados individuais são necessários para qualquer profissão como: higienização das mãos no início e no término do turno de trabalho;  após atos e funções fisiológicas e pessoais, como alimentar-se, limpar e assoar o nariz, usar o banheiro, pentear os cabelos, fumar ou tocar em qualquer parte do corpo;  Antes e após o contato com outra pessoa ou entre diferentes procedimentos realizados; após o uso de luvas ou de outros EPI; antes do preparo de materiais ou equipamentos e ao manuseá-los; antes e após higiene e troca de roupas; e  após qualquer trabalho de limpeza.

Como a pandemia impactou os setores que necessitam de EPI?

É notável que o Brasil, como o resto do mundo passa por um momento econômico delicado devido a pandemia, falência em vários seguimentos, aumento de preços dos produtos e escassez de outros. Segundo o site portal da indústria mesmo com a baixa assustadora de produção e despensas nas indústrias, algumas empresas mostraram rapidez e assistência na fabricação de produtos como máscaras, álcool, remédios, produtos de extrema necessidade que chegaram a ausência nos mercados de todo Brasil. Segue alguns ramos e empresas que mudaram a fabricação de seus produtos visando a produção de outros:

  • Calçados

A Kidy marca famosa fabricação de calçados infantis, elaboraram a fabricação de mais de 100 mil mascaras para doação em asilos, casas de crianças e outras instituições.

  • Têxtil e confecções

A marca de lingerie DeMillus mudou sua produção, produzindo máscara de tecidos, jalecos e máscaras de TNT descartáveis.

  • Química fina

A indústria farmacêutica Blanver, reuniu 27 pesquisadores que buscam fármacos para combater os efeitos do coronavírus, em especial os problemas respiratórios.

  • Automotivo

A empresa Mercedes Benz investiu na fabricação de respiradores com uma fabricante especializada. 50 voluntários estão no processo passando de 3 a 5 respiradores por dia para 70.

  • Máquinas e equipamentos

A empresa especializada em limpeza, jardinagem e reflorestamento Pioneira, fez a desinfecção de ruas e do hospital na região metropolitana de são Paulo.

  • Higiene pessoal, perfumaria e cosméticos

A fabricante de cosméticos Ervas Naturais , investiu na produção de álcool gel.

  • Óptica

A fabricante de acessórios ópticos Optitex , produziu 2 mil máscaras para a campanha solidária da fundação da Associação Brasileira das Indústrias Ópticas.

  • Brinquedos

 A indústria dos brinquedos alterou a fabricação de roupas para bonecas para produção de máscaras de pano, plástico e EPIS na pandemia

  • Higiene limpeza e saneantes

O setor de produção de produtos de limpeza se juntou e atingiu cerca de R$ 7 milhões de reais em produção de alimentos, incluindo toneladas de desinfetantes, limpadores e outros sendo enviados para comunidades em MG, RJ, SP, GO e CE.

  • Fumo

A líder de mercado de cigarros Souza Cruz  se juntou a parceria com os governos estaduais e terceiro setor na distribuição de produtos essenciais cestas básicas, produtos de higiene e limpeza para os menos favorecidos.

  • Elétrica e eletrônica

O setor de eletrônicos direcionaram suas linhas para produção de ventiladores pulmonares, a WEG fabricante de motores e FLEX de produtos eletrônicos estão produzindo ventiladores em alta escala.

  • Farmacêutico 

O maior laboratório farmacêutico do Brasil EMS acredita na recuperação da economia e visa investimentos em pesquisas de ponta para desenvolver produtos eficazes e seguros.

Para saber mais informações sobre os EPIS na pandemia e outras notícias relacionadas a EPI, acesso no Blog Resgatécnica.

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